quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
MUITOS EXERCÍCIOS...
Árduos esforços, muitos exercícios e uma tarde inteira e bom pedaço da noite, sem trégua, para corrigir um equívoco cometido em dezembro quando tentava criar um BLOG exclusivo para os Narradores da Chananeco 2007, contudo penso que consegui. Agora, exausta, vou tomar um banho e repousar. Há muitas coisas a resgistrar... vamos por partes. Essa era a parte de hoje. Boa Noite!
AMORA E AZEDINHA
AMORA E AZEDINHA
Às vezes, eu volto para não esquecer o jeito... é assim em tudo na vida, precisamos exercitar para não esquecer. Mas eu andei tão assoberbada de tarefas e compromissos, que por muiiiiitos dias me ausentei, era preciso priorizar.
Agora, meu corpo docente está em férias, mas o discente continua com aulas, mais precisamente a elaboração da monografia...fico aflita e insegura.
Foi-me destacado como orientador o professor Ernani, da disciplina de Direito Ambiental, tentei o primeiro contato hoje, vamos ver no que vai dar...
Em dezembro de 2008, dia 7, realizei um grande sonho... lancei um livro digital (no viés da modernidade! rssssssssss) com produções textuais dos meus alunos, os NARRADORES DA CHANANECO 2007.
Fiquei muito emocionada e satisfeita, apesar de alguns "errinhos", que já estão consertados. Meus pequenos narradores ainda serão grandes...eu aposto.
Também em dezembro de 2008, aconteceu o III Sarau Literário, na Bica, participei e homenageei minha estimada amiga Kainha, a formidável Clara Gazen. Frequentemente, travada pela emoção, recitei uma composição dela:
AMORA E AZEDINHA
- "Gosta de amora?
Vou contar que tu namora"
Namoro não
Eu olho para trás e sei que existem,
Mas me acenam docemente, em despedida os namorados.
- "Gosta de limão?
Vou contar que tu anda de mão"
... Ando não
Tenho tentado segurar as que me estendem
Mas me passam todos e eu sigo sozinha
Sem ninguém ao lado
- "Gosta de cereja?
Vou contar pro teu pai que tu já beija"
... Beijo não
São frias as bocas que se me oferecem
E vertem fel as palavras que lhes dormem dentro
- "Gosta de azedinha?
Vou contar que tu ficou sozinha"
... Fiquei não
Os meus fantasmas não me deixam estar
E por força pouca eu já não os enfrento
- "Gosta... Vou contar"
- "Gosta... Vou contar"
Não importa. Pode contar tudo o que existe
Só não conta pro meu pai como sou triste.
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